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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Frio em Bauru

Bauru, também conhecida como Garganta do Capeta, Terra-Na-Chapa, Morada do Tinhoso e outros nomes tão quentinhos, está congelando. Ainda nem entramos no inverno e estou postando de pantufas.

"Porque Deus faz isso?", eu me pergunto muitas vezes. E até agora não cheguei a nenhuma conclusão.

Quem esteve nesta terça-feira no show dos Mutretas, no Cupim Arena Grill, percebeu que estávamos fazendo um esforço sobrehumano para tocar naquela friaca. E hoje, no show da Filha Solteira, tocaremos vestidos de esquimós.

O que mais me emputece sobre o frio de Bauru não é nem o frio em si, mas o jeito que ele chega. É como se você tivesse que morar acorrentado na frente de uma lareira e, do nada, um filho da puta chegasse, bicasse a porta, apagasse o fogo e ligasse o ar condicionado na temperatura "polar" e saísse fora. É quase um choque térmico, e o pior: varia absurdamente durante o dia.

Quando tem aula cedo, eu abro o olho e ligo o piloto automático, senão jamais conseguiria sair da cama. Olho o sol brilhando e, inocentemente, penso: "Não deve estar tão frio assim". Aí vou com uma blusa fininha, de boa, e quando dou meu primeiro passo para fora de casa, só consigo exclamar "ah, vai se foder". Aí volto correndo enquanto a Carol espera pacientemente dentro do Fúfi, pego uma blusa, meu gorro do Seu Boneco e entro no carro. Onze da manhã o tempo já mudou bruscamente e tenho que ficar carregando aquelas blusas para não cozinhar de calor. Algumas horas depois o frio volta com tudo e, se já tiver deixado as roupas em casa, lá vai o Russo se foder outra vez.

Como diria Boça, puta mundo injusto, meu.

E aproveitando, agora pode baixar as músicas no MySpace da Filha Solteira, tá?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A origem do gabês

Em qualquer rodinha de amigos, o assunto é o mesmo:

"Afinal de contas, como Gaba conseguiu inventar uma nova língua dentro do próprio idioma materno, deixando Guimarães Rosa no chinelo?"

A resposta está no vídeo abaixo. Para ser mais exato, aos 34 segundos (veja o vídeo com som).

sábado, 3 de maio de 2008

Manual de Redação do Gabês

Quem já teve o prazer e o privilégio de conversar com Gabriel Leite de Moraes, vulgo Gaba, no MSN com certeza notou que a gramática, ortografia e pontuação de nosso querido amigo da pacata cidade de Orlândia são peculiares, para não dizer únicas. Desta forma elaboramos (Bulhões e eu) um Manual de Redação do Gabês, para facilitar a comunicação e, por que não, difundir esse estilo tão peculiar, que certamente será valorizado como o de outros autores, como José Saramago, por exemplo.

Mas deixemos de lenga lenga e vamos logo para o que interessa: o Manual de Redação do Gabês.

1. No Gabês, P e B OBRIGATORIAMENTE vêm antes do M.

Como Gaba tem muitas idéias ao mesmo tempo mas não tem muito tempo para expressá-las, ele acaba escrevendo até as letras em outra ordem. Ao digitar a palavra bomba, por exemplo, Gaba invariavelmente escreverá bobma. Cambalhota vira cabmalhota e tempo vira tepmo. E assim por diante.











2. No Gabês, os acentos, quando existentes, SEMPRE vêm ANTES ou DEPOIS.

Não basta ter as letras: esses teclados ainda querem ter teclas exclusivas para acento! Como já disse, na ânsia de divagar sobre a vida, Gaba se precipita nas teclas e nunca acerta um acento no lugar certo. Portanto, palavras como também acabam virando tabm´em e até mesmo a onipresente véio vira ve´io.

Observe:











3. No Gabês, vírgulas NUNCA vêm no lugar certo.

Mesmo com tantas idéias geniais, Gaba tenta se manter atento a algo tão banal quanto a gramática e incluir vírgulas em seus textos, mas elas nunca aparecem no lugar certo. O próprio mito assume seu problema com vírgulas em seu Orkut. Ou ela vem com excessivos espaços ou em lugares onde ela realmente não deveria estar. Por exemplo:










4. Artigos e palavras pequenas vêm junto com o substantivo; ocasionalmente puxam apenas uma letra

Ao dizer uma menina, por exemplo, Gaba junta ambas as palavras ou, na tentativa de ser gramaticalmente correto, diz umam enina ou a variante um amenina. Outras palavras também podem ser juntadas, mas o padrão e a regra exata são conhecidos apenas por Gaba. Observe:











5. NUNCA dizer algo do jeito mais simples

Gaba tem influência direta de Guimarães Rosa, ou seja, a simplicidade genial se torna extremamente complexa. Gaba jamais diria algo como pensando bem, acho que sou feliz. Essa idéia se enveredaria por estradas nunca dantes exploradas: as estradas da mente genial de Gaba. Observe:










6.
NUNCA usar maiúsculas

Sim, essa coisa de letra maiúscula é muito pequena e sem importância para Gaba. A única coisa em maiúsculas é seu nick; de resto, não há nada que mereça ser colocado em tais termos. Por exemplo:











7. A risada de Gaba SEMPRE segue o mesmo padrão.

Apesar de tudo, Gaba tem algo que digita com perfeição, e como não poderia ser diferente, é algo que 99,32% da população digita aleatoriamente: a risada. Quando Gaba ri virtualmente, sempre começa com um haaaaaaaaaaaaaaaaaaaa prolongado seguido de diversos hahahahahahahaha perfeitamente alinhados, sem nenhum h ou a fora de seus lugares. Observe:










8. A cada 3 virgulas, uma será substituida pela expressao aff véio devidamente grafada.

Gaba gosta de variar, e jamais repetiria três vezes a mesma pontuação. No caso da vírgula, a terceira será devidamente substituída por sua expressão protegira por copyright: aff véio (devidamente grafada). Observe:










9. Trocar uma consoante em a cada 3 palavras por outra sem qualquer proximidade no teclado.

Não se sabe o motivo, mas Gaba substitui letras por outras sem quaisquer relação ou proximidade no teclado. Talvez algo estilístico? Isso apenas Gaba pode responder, mas observe a regra abaixo:











10. Sempre começar o diálogo de maneira absolutamente imprevisível.

Oi é para mortais. Alguém do gabarito de Gaba nunca fala oi, mas agracia o interlocutor com algo que se lembre pelo resto de sua vida. Por exemplo:










Seguindo estas regras, livros como Dom Casmurro, de Machado de Assis, ficariam muito mais interessantes. Observe:
















Aproveitem e experimentem a arte de falar em gabês.





















Gaba entre os imortais na Academia Brasileira de Letras.